junho 10 2016 0Comentário

Desafios do desemprego na construção civil

A construção civil brasileira registrou queda de 0,83% no nível de emprego em fevereiro a maio de 2016 na comparação em maio. Foram fechados 23,9 mil postos de trabalho, levando em conta os fatores sazonais.

De acordo com pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e estado de Curitiba (SindusCon-PR), feita em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 12 meses foram demitidos 467,7 mil trabalhadores incluindo ajudantes, mestre de obras, engenheiros, técnico segurança do trabalho, arquitetos e administradores da construção civil. O estudo é feito com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego.

As regiões do país que registraram os piores resultados foram a Norte (-2,50%) e a Nordeste (-1,01%). O segmento de engenharia e arquitetura teve a maior retração (-1,66%) em fevereiro ante janeiro, seguido pelo setor imobiliário (- 1,15%). No acumulado do ano, contra o mesmo período do ano anterior, o setor imobiliário apresentou a maior queda (-17,73%).

O presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, disse não acreditar na recuperação do emprego na construção brasileira nos próximos meses em 2016. “O setor está desempregando pelo décimo sétimo mês consecutivo. Mesmo se, como queremos, a crise política tiver um desfecho rápido dentro da legalidade, novos investimentos ao longo deste ano resultarão em obras mais adiante, e somente então se iniciará uma retomada do emprego”, afirmou.

Baseando nesses dados, vamos ver algumas dicas para manter o emprego na área da construção civil, nesse tempo de crise que passamos.

A pergunta que fica: como se manter empregado?

Em tempos de crise, é muito importante saber como se comportar dentro da empresa na qual trabalhamos, para que possamos ser reconhecidos pelos nossos superiores e assim mostrar a real necessidade do nosso cargo. Mas a realidade é que não se tem uma forma de manter-se empregado, pois esse fator na maioria das vezes independe da vontade do empregador que passa por dificuldades. O que se pode pensar são maneiras que o colaborador poderia se sobressair diante da equipe e que mostrariam maior comprometimento com o negócio, já que nesses tempos a visão do empregador é de manter os mais experientes e engajados.

É muito importante acompanhar o mercado e saber o que a empresa espera de nós. Entregar trabalhos além do desejado (quando possível e quando há essa abertura) dentro dos prazos estipulados, e ainda oferecer-se para outros serviços aos quais inicialmente não fomos designados.

Manter-se atualizado sobre tudo à sua volta e com relação à sua profissão: rotinas, técnicas, prazos, etc… faz com que o profissional possa auxiliar de maneira mais eficiente à empresa, apresentando soluções e novas idéias para os problemas que possam surgir.

Quando se inicia uma crise interna, e se faz necessário a redução do quadro de funcionários, não adianta mudar o seu comportamento, o líder definirá quem deve ser mantido na empresa pelo histórico do profissional, portanto essas “dicas” não vão valer muito se seu perfil já não for parecido com esse.

Manter-se calmo, mostrar-se participativo e colaborar com os seus colegas é o que irá ajudá-lo nesses momentos. É muito importante que você lembrar que se sobressair não implica em passar por cima de outros da equipe ou ser desonesto com os mesmos, o colaborador tem que buscar meios que não só o fortalecem mas que busque o mesmo para a sua equipe de forma ética.

Tudo que foi falado acima, como dito anteriormente, pode não ser suficiente para se manter no cargo por fatores externos. Mas com toda certeza que mesmo deixando o cargo você estará deixando sementes para colher em um futuro bem próximo, seja na empresa ou em indicações. A verdade é que a crise passará e nós temos que nos manter equilibrados por mais difícil e dolorido que seja e não só pensado no hoje, mas também no amanhã.