outubro 03 2016 2Comentários

Relevância do orçamento no planejamento e controle de obras

Entenda a relevância do orçamento no planejamento e controle da execução

Elaborar um bom orçamento possibilita grandes expectativas para um planejamento, consequentemente, maior precisão nas tomadas de decisões. O planejamento e controle de prazos e custos dentro de empreendimentos de pequeno a grande porte são primordiais e passam necessariamente por um bom orçamento, além de observar o uso de métodos de gestão eficientes e mão de obra qualificada. O orçamento é sem dúvidas um importante aliado para desenvolvimento e balizamento das metas internas em diversos setores de uma organização.

As consequências e reflexos que um orçamento bem ou mal executado traz ao planejamento

Um orçamento pode ajudar ou até mesmo atrapalhar a gestão dentro do empreendimento. Quando feito com qualidade suas vantagens não tem fim, mas quando feito de forma equivocada torna a gestão um sofrimento. É certo que é impossível uma empresa organizada começar um empreendimento sem orçamento, e quando isso acontece à única certeza que se tem é um desastre certo.

A primeira e mais comum consequência negativa que um orçamento equivocado trás ao planejamento é a falta de abordagem total do escopo da obra. Isso pode acontecer por alguns motivos, desde a falta de projetos no momento da orçamentação, dados preliminares falhos, alteração de projetos e a má qualificação do profissional que desenvolve o mesmo. Considerando todos os projetos disponíveis, esses equívocos quando não observados a tempo são transferidos para a programação do planejamento de prazos e custos, consequentemente gerando informações que não serão confiáveis. Normalmente esses buracos no orçamento aparecerão no decorrer da obra quando a execução do escopo não abordado será exigida, e aumentando assim o custo de execução da obra e em muitos casos alterando o prazo de execução da mesma. Podemos ver então que um erro não necessariamente atingirá somente sua disciplina, mas sim indiretamente a obra como um todo, já que na maioria das vezes a mudança de prazo influi diretamente em aumento de custos com indireto.

Um exemplo do caso acima pode ocorrer na fase de fundação e estrutura, quando o levantamento quantitativo dos serviços pode divergir da realidade e até mesmo a falta de alocação de recursos em função da metodologia construtiva adotada.

Um segundo erro comum de orçamento é o não detalhamento de escopos específicos, ou seja, se aborda o escopo, mas não há o detalhamento do mesmo. Disciplinas que são tratadas no momento de orçamentação como: verbas ou estimativas tem grandes chances de estourarem o custo além de dificultar o trabalho do planejador. E porque digo isso? Vamos analisar o caso de instalações, por exemplo, já que é comum alguns orçamentistas não o detalharem tratando o tema como verba. A primeira dificuldade é evidente, a falta de levantamento quantitativo, para um planejamento real e fidedigno o planejador terá de levantar esse número, o que já traz uma desconfiança sobre a meta orçada. Logo, muitas vezes isso é caracterizado como um reorçamento da disciplina por comumente se chegar a resultados totalmente diferentes do inicial, e novamente gerando surpresas na execução do empreendimento.

Requisitos mínimos que o planejador necessita em um orçamento

São bons indicativos quando o orçamento tem em sua estrutura informações essenciais para o planejamento.

São os seguintes itens:

  • CPU;
  • Levantamento de quantidades quadro por cômodo;
  • Histograma de recursos adotando prazos de acordo com o projeto e planejamento preliminar;
  • Escopo de trabalho detalhado com o uso mínimo de verbas e estimativas;
  • Base de dados de preços atualizados de acordo com o mercado e região dos trabalhos, e um bom detalhamento de custos indiretos.Claro que estamos falando de abertura, estrutura e detalhamento, já a qualidade das informações vão variar de acordo com a experiência da equipe e do profissional que o desenvolver.

Quando terceirizá-lo

Certamente, quando a sua equipe de engenharia não tem um orçamentista experiente, você nem precisa ter dúvidas quanto a necessidade de terceirizá-lo. Existem empresas no mercado com abertura total para entender a metodologia de trabalho do cliente e desenvolver seu orçamento de forma que irá atingir os objetivos que você busca. Um erro muito comum de alguns gestores é de achar que ter um setor de orçamentos dentro da empresa seria a melhor alternativa. Podemos dizer que não necessariamente dará certo nem errado, mas na maioria das vezes tem dado errado, e muitas estão desmobilizando seus setores de orçamento e terceirizando por ineficiência. Um dos motivos óbvios e ponto forte para o terceirizar é que a empresa de orçamento qualificada faz orçamentos em escalas bem maiores, além de ser em níveis mais diversos possíveis no ramos, o que não acontece em construtoras por terem um ramo bem definido. O terceiro fará o estudo a um custo bem abaixo do que uma estrutura própria faria, e com qualificação máxima se bem escolhida.

O Grupo TecPlaner, que tem um corpo especialista em gestão de projetos, tem uma das melhores empresas de orçamento do Brasil, a Realtà Dados e Custos. E reiteramos que os resultados quando há o trabalho em conjunto das nossas duas frentes, orçamento e planejamento, são os melhores.

Conclusão

Fazer o orçamento de uma obra pode parecer muito difícil, mas é essencial para a viabilidade do projeto e para o planejamento, fomentando redução de riscos durante o processo. Não se pode negligenciar investimento nessa etapa da obra, já que essa ferramenta é imprescindível para o resultado do projeto. Sendo assim, é preciso conhecer cada detalhe do escopo do projeto que será executado, bem como detalhes atualizados de mercado em serviços e materiais. Se for bem realizado será fundamental para o sucesso do negócio, mas caso contrário seu projeto correrá sérios riscos.