Os principais impactos da pandemia no setor de construção civil

O ano de 2020 era bastante promissor para a economia brasileira: os indicadores apontavam grandes possibilidades de crescimento e a retomada dos empregos. Entretanto, todo o mundo foi surpreendido por uma crise de saúde que afetou todas as esferas sociais, inclusive a economia. A epidemia causada pelo coronavírus tornou 2020 um ano completamente atípico para todas as atividades econômicas, e as incertezas tomaram conta de todos.

Mas e a Construção Civil? Como esse setor, conhecido por ser bastante suscetível às variações econômicas, vem reagindo à instabilidade econômica imposta pela pandemia do coronavírus? O que fazer para enfrentar com serenidade essa crise? É o que discutiremos nesse texto. O tema lhe interessa? Continue lendo!

A pandemia e o desemprego em 2020

Os altos índices de desemprego, motivado principalmente pela instabilidade política pela qual o país vem passando nos últimos anos, já eram um fato no Brasil. Apesar de os números já serem assustadores desde antes de 2020, foi durante a pandemia que a situação se tornou extremamente alarmante: estima-se que, há, hoje, no Brasil, 13,5 milhões de pessoas sem emprego formal, sendo que 7,8 milhões de pessoas desse total perderam seus empregos somente entre os meses de março e maio do ano passado, de acordo com o IBGE.

O quadro não poderia ser mais aterrador: além de perderem seus empregos, as pessoas ficam impedidas de buscar por novas oportunidades de recolocação no mercado em razão das restrições impostas pela pandemia. Decretos de lockdown mantiveram boa parte dos estabelecimentos fechados, situação que só apresentou leve melhora no segundo semestre do ano, quando o ritmo de contágio apresentou uma leve queda.

Ainda assim, as sequelas desse quadro ficaram. Além de uma quantidade gigante de vidas perdidas, o que é, sem dúvidas, o mais lamentável, ainda houve uma retração de 1,5% no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Aqueles que conseguiram manter seus empregos viram seu poder de compra diminuir bastante.

Mas, e a Construção Civil? O que era esperado para esse setor econômico no ano de 2020? Podemos dizer que esse segmento também foi duramente atingido pelas consequências da pandemia? É o que abordaremos no próximo tópico.

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Os impactos da pandemia na Construção Civil

A Construção Civil é um dos pilares da economia brasileira. Essa área, que concentra muitas atividades importantes para economia, é responsável, de acordo com o SEBRAE, 6,2%. A Construção Civil é responsável por tudo que envolve infraestrutura, como edificações, construção de pontes, aeroportos, prédios, escolas, hospitais, residências, entre outros.

A partir de 2013, a Construção Civil passou por um crescimento expressivo, que desacelerou em 2014 e foi retomado em 2019. Assim, a perspectiva para o ano de 2020 era a melhor possível: o setor deveria crescer significativamente, o que foi dificultado por causa da pandemia do coronavírus.

Como dissemos no tópico anterior, 2020 foi um ano de extrema dificuldade para todos os setores econômicos, em decorrência da crise sanitária imposta pela pandemia do coronavírus. Porém, foi nesse cenário que a Construção Civil brasileira mostrou a sua força: apesar de apresentar certa retração nos primeiros meses do ano, sobretudo em virtude da dificuldade de abastecimento e da alta de preço de insumos básicos, como o aço e o cimento, por exemplo, esse foi o setor de atividades econômicas que mais cresceu no ano de 2020, gerando mais de 130 mil novos empregos e liderando a abertura de novos postos de trabalho em quase metade dos estados brasileiros.

Esse cenário foi bastante influenciado pelo mercado imobiliário: em 2020, as taxas de juros e a taxa SELIC para aquisição de imóveis caíram muito, o que movimentou bastante esse setor, refletindo diretamente no volume de obras da Construção Civil. Em períodos de crise como esse pelo qual estamos passando, as pessoas tendem a voltar seus esforços para a busca pela casa própria, uma vez que o aluguel dificulta consideravelmente as finanças das famílias. Esses fatores justificam o sucesso do setor nesse período.

O legado da crise

Apesar de apresentar resultados animadores frente a outros setores de atividades econômicas, ainda é preciso ter cautela. A pandemia ainda não acabou. Pelo contrário: no Brasil, a crise sanitária ainda está longe do fim. Portanto, o setor da Construção Civil precisa adotar práticas que otimizem o trabalho, a geração de emprego e de renda nessas circunstâncias. Listaremos, aqui, algumas possibilidades:

Adoção de tecnologia: Se a transformação digital já era uma realidade incontestável no pré-COVID, agora ela é mais que uma questão de escolha: é uma necessidade. Os serviços remotos, em razão da necessidade de distanciamento social, vêm ganhando cada vez mais espaço durante a pandemia, sendo que a engenharia deve se adequar a esse novo modelo de negócio. Ferramentas digitais para o gerenciamento de obras e projetos, sistemas online de monitoramento e gerenciamento de mão de obra e recursos são uma necessidade absoluta a partir de agora. A automatização dos processos também é uma possibilidade a ser considerada.

Sustentabilidade: A preocupação com a sustentabilidade já era uma realidade da Construção Civil desde antes de 2020, tendo ganhado força após o início da pandemia. Além de ter a necessidade de pensar em meios de poupar os recursos naturais nas construções, é preciso, também, baratear os custos envolvidos nas obras, uma vez que, em momentos de crise, é essencial economizar o máximo possível de recursos.

Uso de pré-fabricados: As construções pré-fabricadas, que já estavam em alta antes da pandemia, são uma tendência ainda mais forte daqui pra frente. Esse modelo de construção é significativamente mais barato e flexível que o tradicional, possibilitando, também, que as obras sejam entregues de forma mais rápida e segura, envolvendo, também, menos mão de obra humana.

A Construção Civil é a base da economia de todos os países, sendo um grande gerador de novos empregos e de renda, não sendo diferente no Brasil. Portanto, apesar das dificuldades impostas pelo coronavírus, espera-se que, além de crescer, esse setor contribua muito para a recuperação econômica do Brasil depois da pandemia.

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