4 passos para nunca mais errar no cálculo do custo de uma obra

Controle de custos para construção civil – qual a importância?

Realizar uma obra pode ser um bom investimento sob diversos pontos de vista, mas quem se arrisca nesta atividade também deve estar preparado para uma série de dificuldades. Não é raro que uma obra que inicialmente custe um determinado valor, ao final saia por um preço muito superior, e a razão é simples: falta de planejamento financeiro. O controle de custos é base para a construção civil bem sucedida, de forma que uma obra que não faz esta espécie de controle pode acabar despendendo muito mais dinheiro do que o planejado e, assim, não gerar o retorno esperado.

Erros comuns na previsão de custos de uma obra

Quando não se tem uma boa noção de custos, não há como se prever se os ganhos serão suficientes para cobri-los, tornando impossível prever se uma construção será ou não lucrativa se o controle de custos da obra não for bem elaborado. É muito comum que companhias não contabilizem as perdas (não sabendo seu índice de desperdício de material ou não contabilizando eventuais quebras de equipamentos), errem nos cálculos (esquecendo de gastos essenciais), ou mesmo não tenham um bom controle de fluxo de caixa – nestes casos a melhor alternativa é investir na melhoria do controle de custos.

[AULA GRATUITA] Controle de fluxo de caixa na construção civil



Leia mais: Fluxo de caixa de obras: Como fazer e por que é importante?

Faça o download deste post inserindo seu e-mail abaixo

Não se preocupe, não fazemos spam.

Benefícios do controle de custos

O planejamento financeiro da obra é essencial – mas, considerando que com ou sem ele a obra será a mesma, você já parou para pensar no porquê é importante desenvolver este controle? Separamos, então, alguns benefícios do controle de custos para demonstrar.

Redução de riscos:

É notável que os preços do ramo de construção civil são sempre significativos, desta forma, saber precificar uma obra é essencial para se obter sucesso no mercado – sabendo disso, o controle de custos vai servir para provisionar todos os riscos de custos da obra para que seja cobrado por ela um preço justo, não se arriscando a passar por problemas comuns e previsíveis e acabar no prejuízo.

Melhores preços:

Uma empresa só se torna competitiva no mercado se conseguir apresentar os melhores preços atrelados a um bom custo-benefício, ou seja, um serviço de qualidade que não extrapole no valor. Aqui, a provisão de custos se faz essencial uma vez que somente com ela o engenheiro é capaz de pontuar nos mínimos detalhes os pequenos gastos excessivos que podem ser cortados e que encarecem o valor da obra – tornando-a sem competitividade no mercado da construção civil. É por meio do controle de custos que a engenharia traça estratégias para conseguir os melhores preços sem reduzir na taxa de lucratividade.

Maior lucratividade:

Ao realizar o provisionamento financeiro da obra há, consequentemente, uma redução de custos expressiva – uma vez que passa-se a contabilizar os detalhes e colocar na ponta do lápis o que deve ser provisionado e o que é exagero. Desta forma, a empresa consegue economizar os materiais que seriam desperdiçados, mão de obra que não seria utilizada, entre outros custos, o que pode gerar um aumento na lucratividade da obra. Outro ponto a se observar é que, com o controle de custos as empresas conseguem calcular o custo/benefício de cada projeto, podendo focar em suas atividades mais lucrativas como consequência.

Leia mais: Como o controle de custos pode aumentar a lucratividade da sua obra?

Como realizar o controle de custos?

Agora que tivemos um vislumbre da importância de provisionar os custos de uma obra civil, fica a pergunta: como se realiza o controle de custos? É claro que não se trata de um cálculo preciso e exato, mas por meio da aplicação das técnicas adequadas, dos cálculos corretos e dos passos que demonstraremos a seguir, há como chegar em um número suficientemente aproximado para calcular a obra, o lucro, e ainda conseguir um valor final que seja competitivo mercadologicamente.

  1. Realização do memorial descritivo e do projeto executivoPara a realização da obra é essencial que seja colocado no papel ponto a ponto do que o cliente espera para, assim, alinhar o orçamento com as expectativas. Para entender os custos de realização da obra, portanto, é preciso que seja feito um projeto executivo que contenha todas as informações técnicas referentes ao projeto, com cada um dos detalhes da construção, bem como instalações, montagens, o valor dos materiais e o valor que se pagará para a execução efetiva dos planos da obra. É necessário que neste plano contenha os cálculos estruturais, as plantas e outros desenhos relevantes.Leia mais: Projeto executivo: O que é, e por que ele é tão importante?No memorial descritivo deverão ser incluídos itens como o detalhamento da obra, os acabamentos, os materiais necessários, os objetivos do projeto e quanto cada matéria custa, além de quanto se gastará com mão de obra para a execução.

    Leia mais: Os 4 pontos que toda construtora precisa saber sobre memorial descritivo.

  2. Cálculo da provisão de custos de execução:Passada a etapa do planejamento, será necessário quantificar dados reais. Ou seja, o próximo passo é calcular os custos da construção por metro quadrado – e neste cálculo se levará em conta todo o material utilizado no metro quadrado, a quantidade de estruturas diferentes, revestimentos, metais utilizados e todas as demais instalações. Além destes dados, é importante que também entre no cálculo os custos com mão de obra, água, eletricidade, logística de transporte do material e da equipe, equipamentos de segurança, seguros, e todos os pormenores gastos na execução da obra que devem ser pensados antes de serem postos em prática. Por fim, também é importante calcular as taxas e impostos que foram pagos durante todo o período da obra, desde os licenciamentos, até as permissões e todo o gasto relacionado com o serviço público e as respectivas burocracias.
  3. Cálculo da lucratividade:Terminados os cálculos relacionados aos gastos, é o momento de realizar a inclusão dos lucros. O ideal é inserir a porcentagem dos lucros linearmente em toda obra, aplicando a porcentagem sobre o total dos custos calculados no item anterior, sem descontar nada.A porcentagem escolhida deve levar em consideração a dificuldade e complexidade do projeto, além dos valores atribuídos a projetos semelhantes no mercado.
  4. Comparação com o CUB:CUB é o custo unitário básico, levantado pelos sindicatos de construção civil sobre valores reais de obras que realmente estão sendo construídas. A partir desses valores é possível ter um parâmetro para saber se os cálculos estão corretos – uma vez que o CUB leva em consideração a espécie de empreendimento a ser construído e dá uma noção real de valores.

Gostou do conteúdo ou ficou alguma dúvida? Comente abaixo e compartilhe e nos acompanhe nas redes sociais!

Caso precise de algum acompanhamento mais detalhado, não deixe de entrar em contato com os nossos especialistas.

Categorias:
BlogControle Financeiro

Recentes da categoria:

Recomendados para você:

Mais de 1 mil gestores de obras recebem nossos conteúdos todos os meses!

Menu
×